24 de Junho de 2009

Política de clientes!!!

Publicado por admin em Macaw | Enviar por e-mail.

Ter fregueses é alguma coisa, ter clientes é bacana, ter fãs é incomparável. Não existe nada melhor do que estar na sua empresa cuidando das suas coisas enquanto do outro lado da cidade você tem um cidadão falando bem de você para outra pessoa.

Deixe o cliente falar sobre a experiência de fazer negócios com você. Tem muito gerente de marketing com medo de colocar o blog da empresa no ar com receio de ter clientes insatisfeitos descendo o pau na empresa. Deixe os clientes falarem! O blog é uma excelente oportunidade de formalizar publicamente o posicionamento da empresa sobre pisadas de bola que eventualmente acontecem. Todo mundo pisa na bola, ao oficializar essas pisadas de bola você tem a chance de mostrar que são exceções a regra.

Funcionários tem que mudar o mundo nas micro e pequenas empresas, precisam estar dispostos a misturar diferentes coisas em um liquidificador para criar algo único, que não tem medo de compartilhar o que sabem, que estão afim de líderar alguma coisa, que dão a cara para bater, que misturam o comércio com o social, que tem bom gosto, admiram design, acreditam em tratar os clientes como filhos e filhos como clientes, que acreditam em tecnologia como braço direito do negócio, que acreditam que businesss é sobre marketing e inovação e o resto é despesa, e que se vêem como cidadãos do planeta Terra e não como meros brasileiros.

Daí surge a ideia revolucionária: a empresa social, que deverá transformar o capitalismo que conhecemos.
Mas o que é uma empresa social? É aquela que obtém rendimentos com seus produtos, mas não paga dividendos aos acionistas e não visa o maior lucro possível, como fazem as empresas. Dedica-se à criação de produtos que beneficiem a população, combatendo problemas sociais como a pobreza e a poluição ou melhorando o sistema de saúde e a educação.

Credos são aqueles textos onde se exprime aquilo em que se acredita, os valores de uma empresa. Eu costumava achá-los uma bobagem, mas mudei de idéia. É que hoje em dia a ética parece ser um produto cada vez mais raro no mundo dos negócios. Faz-se qualquer coisa por dinheiro. Haja vista a recente crise imobiliária norte-americana, onde uma porção de agentes vendeu imóveis a quem não tinha condições de pagar – estavam de olho apenas nas próprias comissões – e levaram suas empresas à beira da falência e seus empregos ao vinagre.

O credo de empresa mais famoso que conheço é o da Johnson & Johnson. Foi escrito em 1943, por Robert Wood Johnson, filho do fundador e quem transformou a então pequena empresa familiar num negócio mundial. Johnson enxergava longe. Pôs em palavras aquilo em que acreditava e o que queria que seus funcionários acreditassem também.
O texto coloca o consumidor em primeiro lugar. O acionista aparece em último, depois dos funcionários, das comunidades, do cuidado com o planeta e meio-ambiente. Nada poderia ser mais atual do que este texto de 65 anos. E nada poderia ser mais inspirador para as empresas de hoje:

“Cremos que nossa primeira responsabilidade é para com os médicos, enfermeiras e pacientes, para com as mães, pais e todos os demais que usam nossos produtos e serviços. Para atender suas necessidades, tudo o que fizermos deve ser de alta qualidade. Devemos constantemente nos esforçar para reduzir nossos custos, a fim de manter preços razoáveis. Os pedidos de nossos clientes devem ser pronta e corretamente atendidos. Nossos fornecedores e distribuidores devem ter a oportunidade de auferir lucro justo.
Somos responsáveis para com nossos empregados, homens e mulheres que conosco trabalham em todo o mundo. Cada um deve ser considerado em sua individualidade. Devemos respeitar sua dignidade e reconhecer seus méritos. Eles devem sentir-se seguros em sues empregos. A remuneração deve ser justa e adequada e o ambiente de trabalho limpo, ordenado e seguro. Devemos ter em mente maneiras de ajudar nossos empregados a atender às suas responsabilidades familiares. Os empregados devem sentir-se livres para fazer sugestões e reclamações. Deve haver igual oportunidade de emprego, desenvolvimento e progresso para os qualificados. Devemos ter uma administração competente, e suas ações devem ser justas e éticas.
Somos responsáveis perante as comunidades nas quais vivemos e trabalhamos, bem como perante a comunidade mundial. Devemos ser bons cidadãos – apoiar boas obras sociais e de caridade e arcar com a nossa justa parcela de impostos. Devemos encorajar do desenvolvimento do civismo e a melhoria da saúde e da educação. Devemos manter em boa ordem as propriedades que temos o privilégio de usar, protegendo o meio ambiente e os recursos naturais. “

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